Fonte:
Site Projeto Participar/ Site Words of leisure / Google Imagens
Por: Lilian Tai
A educação em conjunto com a tecnologia visa
favorecer aquisição de conhecimentos de forma a capacitar o indivíduo a ser um
cidadão autônomo, independente, crítico e tendo como objetivos proporcionar à
pessoa portadora de deficiência maior independência, qualidade de vida e
inclusão social, através da ampliação da comunicação, mobilidade, controle do
seu ambiente, habilidades de seu aprendizado e integração com a família, amigos
e sociedade.
Tomando como base a teoria sócio-histórica de
Vygotsky, sobre a Zona de Desenvolvimento Proximal, percebemos que a utilização
de software como apoio podem trazer grandes benefícios para pessoas com
Deficiência sejam elas físicas, motoras, visuais, auditivas, Intelectual e/ou
Síndrome de Down.
São muitas as ferramentas de apoio na
aprendizagem para crianças e jovens com Deficiências, mas as que sofrem de TDAH
e Hiperatividade? Como a percebemos? Talvez por essa doença ser de difícil
diagnóstico, por existirem graus, e doravante talvez, por conta da nossa
percepção imediata, não a identificamos facilmente. Nesse sentido, muitas
crianças com dificuldades de concentração, atenção, leitura, cognição tendo
suas especificidades, por ocasiões são tachados de impulsivas, mal criadas,
desatentas, rotuladas até mesmo de “preguiçosas, bagunceiras ou burras”. Então
como incluí-las ou percebê-las?
Dentro dessa realidade na capital Paulista
encontramos escolas que ao desenvolverem seus projetos com crianças com
Deficiência Intelectual somaram ao grupo mediado pelos professores, crianças
com TDAH e Hiperatividade dando à elas a oportunidade de conhecer e desenvolver
com calma suas habilidades e sua cognição dentro do seu tempo e ritmo.
Os softwares usados são:
-
Softwares do Programa Participar desenvolvido por estudantes e um professor da
Universidade de Brasília com consultoria pedagógica, que visa atender às
necessidades reais dos alunos com autismo e deficientes intelectuais, essas
ferramentas contam ainda com recursos visuais e sonoros. São eles: O Aproximar,
voltado para o ensino de gestos sociais para autistas; Participar para a
alfabetização; Somar para o uso social da matemática; Expressar que contempla
atividades pedagógicas priorizando o conteúdo das expressões faciais para
estudantes autistas clássicos; Perceber que colabora com a percepção visual, é
trabalhado emparelhamento de objetos, seriação, identificação de atributos e
leitura global; Organizar é uma ferramenta de apoio ao ensino de gerenciamento
de tempo e estações climáticas para jovens e adultos com deficiência
intelectual; Atitudes de Vida é voltado para o desenvolvimento de ações
funciona tocante ao autocuidado de jovens e adultos intelectuais por fim, o
Ambientar que é um software de apoio às atividades de rotina estruturada para
organização de objetos no espaço domésticos, destinado a autistas clássicos.
- Junta Junta um aplicativo brasileiro para
dispositivos iOS criado no método ABA que busca promover o desenvolvimento das
crianças no aspectro do autismo, todavia é utilizado por todo o grupo para
apoio na aquisição de conhecimento tento em vista sua dinâmica. Os jogos
aplicam os conceitos e procedimentos comportamentais de aprendizagem, modelagem
com reforço contínuo e programação de ensino de habilidades da mais fácil para
a mais difícil. Com este aplicativo a criança aprende a emparelhar estímulos
idênticos de diferentes categorias. Um nível acima são os semelhantes, porém
não idênticos, depois, categorizar esses estímulos pela função (brincar, comer,
vestir, entre outros). Além disso, pode identificar, nomear e jogar quebra
cabeça e dominó. Possui cinco versões.
Para finalizar fica registrado que apesar de
muitos colocarem obstáculos para o avanço educacional e sucesso de nossas
crianças com deficiência, essas escolas acreditam no exemplo de Stephen
Hawking, que com a ajuda do software Assistive Context-Aware Toolkit (ACAT)
trouxe a nós uma gama de conhecimentos e teorias sem precedentes. Recurso esse
colocado a disposição gratuitamente pela Intel, empresa dona do ACAT, para que
outras pessoas acometidas pela mesma doença ou com poucos movimentos físicos
possam usufruir.
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