quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Fonte: Site Projeto Participar/ Site Words of leisure / Google Imagens

Por: Lilian Tai

A educação em conjunto com a tecnologia visa favorecer aquisição de conhecimentos de forma a capacitar o indivíduo a ser um cidadão autônomo, independente, crítico e tendo como objetivos proporcionar à pessoa portadora de deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação da comunicação, mobilidade, controle do seu ambiente, habilidades de seu aprendizado e integração com a família, amigos e sociedade.

Tomando como base a teoria sócio-histórica de Vygotsky, sobre a Zona de Desenvolvimento Proximal, percebemos que a utilização de software como apoio podem trazer grandes benefícios para pessoas com Deficiência sejam elas físicas, motoras, visuais, auditivas, Intelectual e/ou Síndrome de Down.

São muitas as ferramentas de apoio na aprendizagem para crianças e jovens com Deficiências, mas as que sofrem de TDAH e Hiperatividade? Como a percebemos? Talvez por essa doença ser de difícil diagnóstico, por existirem graus, e doravante talvez, por conta da nossa percepção imediata, não a identificamos facilmente. Nesse sentido, muitas crianças com dificuldades de concentração, atenção, leitura, cognição tendo suas especificidades, por ocasiões são tachados de impulsivas, mal criadas, desatentas, rotuladas até mesmo de “preguiçosas, bagunceiras ou burras”. Então como incluí-las ou percebê-las?

Dentro dessa realidade na capital Paulista encontramos escolas que ao desenvolverem seus projetos com crianças com Deficiência Intelectual somaram ao grupo mediado pelos professores, crianças com TDAH e Hiperatividade dando à elas a oportunidade de conhecer e desenvolver com calma suas habilidades e sua cognição dentro do seu tempo e ritmo.

Os softwares usados são:

 - Softwares do Programa Participar desenvolvido por estudantes e um professor da Universidade de Brasília com consultoria pedagógica, que visa atender às necessidades reais dos alunos com autismo e deficientes intelectuais, essas ferramentas contam ainda com recursos visuais e sonoros. São eles: O Aproximar, voltado para o ensino de gestos sociais para autistas; Participar para a alfabetização; Somar para o uso social da matemática; Expressar que contempla atividades pedagógicas priorizando o conteúdo das expressões faciais para estudantes autistas clássicos; Perceber que colabora com a percepção visual, é trabalhado emparelhamento de objetos, seriação, identificação de atributos e leitura global; Organizar é uma ferramenta de apoio ao ensino de gerenciamento de tempo e estações climáticas para jovens e adultos com deficiência intelectual; Atitudes de Vida é voltado para o desenvolvimento de ações funciona tocante ao autocuidado de jovens e adultos intelectuais por fim, o Ambientar que é um software de apoio às atividades de rotina estruturada para organização de objetos no espaço domésticos, destinado a autistas clássicos.

- Junta Junta um aplicativo brasileiro para dispositivos iOS criado no método ABA que busca promover o desenvolvimento das crianças no aspectro do autismo, todavia é utilizado por todo o grupo para apoio na aquisição de conhecimento tento em vista sua dinâmica. Os jogos aplicam os conceitos e procedimentos comportamentais de aprendizagem, modelagem com reforço contínuo e programação de ensino de habilidades da mais fácil para a mais difícil. Com este aplicativo a criança aprende a emparelhar estímulos idênticos de diferentes categorias. Um nível acima são os semelhantes, porém não idênticos, depois, categorizar esses estímulos pela função (brincar, comer, vestir, entre outros). Além disso, pode identificar, nomear e jogar quebra cabeça e dominó. Possui cinco versões.

Para finalizar fica registrado que apesar de muitos colocarem obstáculos para o avanço educacional e sucesso de nossas crianças com deficiência, essas escolas acreditam no exemplo de Stephen Hawking, que com a ajuda do software Assistive Context-Aware Toolkit (ACAT) trouxe a nós uma gama de conhecimentos e teorias sem precedentes. Recurso esse colocado a disposição gratuitamente pela Intel, empresa dona do ACAT, para que outras pessoas acometidas pela mesma doença ou com poucos movimentos físicos possam usufruir.


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