Sei lá o quê...
Às vezes fazemos coisas sem pensar,
Coisas que não entendemos ou não queremos enxergar
Às vezes a dor é tanta que não sobra espaço pra si
Parece um redemoinho que corre e não tem fim
Não sou perfeita e nunca quis ser
Sou alguém inquieta, um sei lá o quê
Vivo intensamente meu mundo, minha vida, minha mente
Meus sonhos, meus desencontros, meus atropelos
Meus pesadelos e desejos
Sou fraca, covarde, medrosa e irritante
Sou forte, decidida, mulher vivida e inquietante
Meus dias meus ais, minhas curas meu cais
Sou serpente a espera do bote
Sou menina com medo da sorte
Cada um com sua cina, sua rima sua vida
Eu com meus temores, açoites, pernoites
Sou sangue que jorra sem que ninguém perceba
Sou flor que brota sem que ninguém veja
Sou eu comigo, sem mim, ou com amigo
Sou eu com medo, com pânico, com suspiros, e espanto,
Minha vida é recomeço
Minha luta é viver longe do avesso
Meu silêncio vem da alma
Minha dor do meu carma
Sou melódica, dramática
Sou eu e minha gramática
Sou forte pequena
Sou luz escuridão
Sou amor e ódio
Sou um “que” da criação
Sou eterna passageira
Sou pra quem queira
Sou a luz pra quem ama
Sou o som de quem canta
Sou a flor de quem rega
Sou a fonte de uma verdade
Sou o fim da falsidade
Sincera até demais
Sou menina em busca de paz...

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