Será que um dia vamos saber ao certo quando tudo está bem? Somos feitos de momentos que às vezes, são alegres e muitas vezes tristes, e como podemos seguir lembrando somente do que foi bom? Todos um dia, já se decepcionaram consigo mesmo ou até mesmo com o próximo. Vivemos buscando uma utopia de amor e vida perfeita, mas será que isso existe de verdade? Minha mente viaja tanto em tantas coisas, como saber se estamos felizes se na verdade não existe felicidade e sim momentos de alegria. Hj depois que fui à terapia pude perceber mais um erro em mim mesma, vivo sempre dizendo que minha vida volta sempre ao mesmo ponto e sempre querendo saber o porquê? Refletindo, acabei tomando consciência que na verdade ela nunca voltou ao mesmo ponto e é isso, que me faz assustar e continuar buscando as mesmas coisas, para não ter que encarar o futuro que eu temo e não conheço. Sem falar na dura realidade de encarar e ver que a minha juventude se foi e agora não sou mais uma jovem ou adolescente e sim uma pessoa adulta, (rs) que é algo que nunca quis ser.Talvez este seja o motivo pelo qual sempre acabo fazendo com que muitas coisas se repitam, para ter aquela ligeira sensação de que tudo está sob controle, quando na verdade nada mais é como antes. Hoje não tenho mais meus 17 anos e sim os 28 e a pessoa que sou hoje tem experiências mil, que a menina de 17 nunca teve, e isso causa medo, assusta! Quando será que agente percebe que envelhecer causa medo e que olhar para trás tb? Sempre me cobro me perguntando o que foi que fiz com toda minha inteligência, saúde e sabedoria. Parece até que não sou mais a mesma pessoa,(rs), mas é isso mesmo a verdade: Eu não sou mais a mesma pessoa!
E assusta não saber mais quem sou, e estar reescrevendo minha história. Trazendo à tona tudo que de bom passou e tentando resgatar tudo que de melhor existiu em mim. Será que é essa a crise de que todos falam? Tenho assistido tantas fitas VHS antigas de minha família, aniversários e comemorações que fazíamos e cada vez que olho, fico a me perguntar: onde está aquela pessoa? Será que ela realmente existiu em mim? E quanto mais falo e penso a respeito, vejo que sim. Mas que como todo mundo, ela teve que se afastar um pouco de si mesma para poder se encontrar de novo. E quando será esse novo encontro? É mais uma pergunta que não se cala dentro de mim.
Fico muitas vezes a me questionar, será que sou a única pessoa a passar por isto? Claro que não! Acho que por isso sinto falta de ter meus irmãos e pais por perto, para que possa contar sempre com seus ombros e braços para me apoiar nesses dias de tormentas e questionamentos.
Tenho esse defeito de ficar sempre me cobrando e questionando, sem nem ao menos saber o que quero, acho que é como pisar em ovos, sempre tentando andar com cautela para não quebrá-los, qdo na verdade tudo isso é inútil. Não tem como não se machucar ou ferir alguém de vez em quando e quanto mais tentamos não os ferir, os ferimos. Porque o zelo e o cuidado em demasia acaba por nos fazer cometer algumas atitudes impensadas, e a deixar nos outros, mais uma impressão errada.
Acho-me muito sem graça e sem assunto, sempre achei! Não tenho muito autoconfiança, e quando me sinto ameaçada por algo ou inibida por alguém, meus pensamentos e atos bloqueiam-se totalmente me fazendo parecer mais sem graça do que já sou! Sou meio que influenciada demais pelo meio que estou e pelas coisas momentâneas, por muitas vezes perco o foco e acabo por não fazer nada. É engraçado, que isso sempre acontece nos momentos em que mais preciso de mim mesma. Vivo nos extremos e buscando equilíbrio. Num momento posso estar sorrindo e apenas por um olhar de alguém ou algo em mim mesma começo a me fechar. Oito ou oitenta. Quase nunca um meio termo. Ando me vigiando, segundos após segundos para tentar achar meu “ponto ótimo” de humor e bem-estar, e confesso que não é fácil. Sou uma pessoa comum como outra qualquer, e que talvez por se questionar tanto acaba sempre por não saber onde está. Posso estar aqui em carne e há quilômetros de distancia em pensamento ou não estar em lugar nenhum, como se não tivesse vida.
Questiono-me também, se o motivo de essa pessoa de hoje não persistir tanto não seja porque essa pessoa de hoje ainda não sabe pra onde sua vida irá e o medo de seguir a faz sempre voltar. Um blefe total! Meu maior inimigo sou eu mesma! Nem entendo como em muitas situações eu consigo seguir totalmente segura e em situações similares eu não consigo sequer pensar. Não consigo concluir nada com tudo isso, e também, nem sei se quero uma conclusão ou resposta pra tudo que penso, às vezes tenho quase certeza que a única coisa que quero mesmo é poder sempre desabafar e escrever o que estou pensando no momento e que pode ser totalmente diferente minutos depois. Lamento se muitos eu já magoei e ou os confundi, mas sei que não fui eu a única responsável pelos erros cometidos e assim com o tempo acho que vou aprendendo a deixar de me culpar e apenas continuar.Agradecendo aos meus amigos que me toleram e me são queridos e a família que sempre está comigo.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
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